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O Núcleo de Atividades de Altas
Habilidades/Superdotação do Rio Grande do Norte
Convida os pais, familiares e responsáveis pelos estudantes que encontram-se em acompanhamento no NAAH/S e pessoas interessadas pelo tema a comparecerem para o I ENCONTRO NAAHS & FAMILIAS que tratará do tema de discussão ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO – REFLEXÕES SOBRE A PARCERIA FAMILIA & ESCOLA com a Professora Sheila Torma da Silveira, especialista em Altas Habilidades/Superdotação, presidente da AGAAHSD – Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação. Entre em contato com o NAAH/S e Confirme a sua presença neste evento. DATA: 06 de dezembro (sexta-feira). HORA: 08 horas. LOCAL: Centro Estadual de Educação Especial.
ENDEREÇO: Av. Salgado Filho,
SN, Centro Administrativo do Estado do RN, próximo ao prédio da EMATER. –
Fone: 3232-2374.
Att, Equipe do NAAH/S-RN. NÚCLEO DE ATIVIDADES DE ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO - NAAH/S-RN Av. Salgado Filho, SN, Centro Administrativo do Estado do RN, Secretaria de Estado de Educação e Cultura, Bloco II, sala 24. Fone: (84) 3232-14-55. Horário: 07 horas às 18 horas. |
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
PRÉ-CONVITE
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
TRABALHO APRESENTADO NO VI Ciclo de estudos e debates sobre Educação Inclusiva - UFRN Em 29/10/2013.
O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
AO ALUNO COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
DÉBORA LIMA DE OLIVEIRA –
Escola
Estadual Ambulátório Padre João Maria - RN
IVANA
MARIA DE LUCENA SILVA – NAAH/S – RN
MARLÚCIA
FERNANDES BEZERRA – SUESP - RN
Nosso olhar está relacionado ao
Atendimento Educacional Especializado junto ao aluno com altas
habilidades/superdotação. O caso trata de uma criança de seis anos
de idade, aluno do primeiro ano do ensino fundamental em uma escola da rede
pública estadual de ensino. O mesmo foi encaminhado à Sala de Recursos
Multifuncionais - SRM pela Professora regente da sala de aula comum. A
justificativa para o encaminhamento ao AEE refere-se a problemas relacionados
ao comportamento, descrito pela professora como “desperto e inquieto” o que,
segundo ela acarretava prejuízos na execução das tarefas. Chegando à SRM a
professora deu inicio a observação exploratória do aluno que corresponde à
técnica de oferecer recursos diversos a fim de identificar interesses e as
relações estabelecidas entre o aluno e os objetos. Durante esse processo de
observação a professora identificou no aluno um interesse específico no campo
lógico matemático. A criança sozinha selecionou números e sinais e organizou
operações com parcelas simples de adição. Os indícios de altas
habilidades/superdotação surgiram ao serem oferecidos alguns desafios
matemáticos. Questionou-se sobre a mesma operação em ordem inversa, como
resposta ela imediatamente alterou a posição dos números, comprovando
pensamento de reversibilidade. Outras operações mais complexas utilizando
o material dourado também foram realizadas com desempenho superior a média das
demais crianças de sua faixa etária que, além disso, demonstrou-se curiosa,
questionadora e com grande facilidade de aprendizagem. Na fase seguinte
de avaliação realizou-se uma entrevista com o pai que revelou o desenvolvimento
de aprendizagem precoce do filho observado em várias situações na família. Tal
fato foi considerado um aspecto relevante para o nosso registro e o aluno
passou a ser atendido nessa SRM, no contra turno, por dois dias na semana e
acompanhado em outras situações dentro da escola, como processo do plano de
AEE. Para dar respaldo a esse atendimento do aluno considerando os
indícios de altas habilidades/superdotação, respaldados nas orientações de
documentos e diretrizes oficiais que definem como público alvo da educação
especial os alunos com altas habilidades/superdotação, aqueles que “[...]
demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou
combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes.” (MEC,
2008), a professora da SRM solicitou a presença de uma técnica da Secretaria de
Estado da Educação do Rio Grande do Norte, habilitada nessa área que, juntamente
com uma representante do Núcleo de Professoras Itinerantes da Secretaria,
firmaram uma parceria de colaboração para atuarem no Plano de Atendimento
Educacional Especializado do aluno. Este atendimento conta também com
cooperadores na escola, com possíveis colaboradores externos, quando se fizerem
necessários e com a família.
Palavras Chaves: Atendimento
Educacional Especializado; Altas habilidades/superdotação; Colaboradores.
Eixo Temático: Atendimento Educacional Especializado
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
COMO A ESCOLA SE PREPARA PARA ATENDER OS JOVENS DA “GERAÇÃO Y” ?
A preocupação dessa questão advém
das observações que se faz hoje sobre a grande incidência de jovens que
manifestam desinteresse pela escola. Principalmente os jovens identificados com
altas habilidades/superdotação.
O termo “GERAÇÃO Y” encontra-se na
Wikipédia definido como um conceito de sociologia para designar “a corte dos
nascidos” após 1980, segundo alguns autores, e, para outros, os nascidos em
meados da década de 70 até meados da década de 90.
Qual a importância dos educadores
reconhecerem o perfil dessa geração? Principalmente, o fato de preparar uma
escola que acolha as suas necessidades e satisfaça os seus interesses.
Para provocar o interesse nesses jovens
não é suficiente conselhos e alertas para a necessidade de observar os
conteúdos e disciplinas. Antes, deve-se despertar neles a vontade de participar
da construção dos seus próprios conhecimentos. O professor é o provocador e o
orientador do que é relevante. A partir daí, estimula para que os jovens
busquem seus próprios caminhos de alcançar os objetivos e desafios levantados.
Assim, conhecer o seu aluno é
fundamental. Além dos aspectos específicos que só prestando atenção em cada um é
possível detectar, os aspectos gerais que são comuns a essa “GERAÇÃO Y” são
pistas concretas para os planos de atendimentos desses alunos.
No Brasil, observa-se em nossos
alunos que, além de todas as características relacionadas as habilidades com as
novas tecnologias, a possibilidade de interação social virtual globalizada
contribui para a facilidade com que esses jovens aprendam a falar mais
facilmente outros idiomas, principalmente o inglês.
Entre os alunos com altas
habilidades/superdotação, a função de interação social virtual da internet
aproxima-os dos seus pares na medida em que não reconhece esses no seu convívio
real.
Destacamos do texto da Wikipédia
algumas características da “GERAÇÃO Y”:
“Essa geração
desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade
econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores,
encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de
seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades,
fazendo tarefas múltiplas . Acostumados
a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de
carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens
dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que
ofereçam mais desafios e crescimento profissional.”
“Nascidos numa
época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a
chamada Geração Y cresceu em meio a um crescente individualismo e extremada
competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das
gerações da época contracultural. E também, como as informações aparecem numa
progressão geométrica e circulam a uma velocidade e tempo jamais vistos antes,
o conhecimento tende a ficar cada vez mais superficial”
Somem-se aos desafios de atuar
como educador dessa geração aos desafios de lidar com esses jovens quando
apresentam, além dessas características, altas habilidades/superdotação, dessa
forma é possível compreende-se os esforços necessários à construção de uma “escola
de qualidade” cujo ambiente seja provedor de conhecimentos na velocidade e com
as ferramentas que fazem parte da realidade desses alunos.
Fonte da pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Y
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
PORQUE O ALUNO COM AH/SD PRECISA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO?
Quando se fala em “Política
de Inclusão Escolar” é comum associarmos à ideia da inclusão somente de pessoas com
deficiências no ambiente de educação institucionalizado.
A respeito disso, devemos
fazer algumas observações. O termo “inclusão” deve ser empregado numa concepção
mais abrangente de igualdade de atendimento a todo e qualquer aluno, trata-se
de “ [...] uma ação política, cultural, social e
pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem
juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação.” (Brasil, 2008).
Embora esteja formalizada na
lei a inclusão dos alunos com altas habilidades/superdotação, algumas pessoas,
ainda movidas do mito de que superdotados são “autoeficientes”, questionam a
necessidade de atendimento especializado desse segmento.
É necessário compreender que
alguns fatores podem ocasionar o “Sub-Rendimento” do aluno nas atividades
acadêmicas, segundo Alencar, 2007.
FATORES INDIVIDUAIS
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FATORES FAMILIARES
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Baixa
auto-estima;
·
Depressão;
·
Ansiedade;
·
Perfeccionismo;
·
Irritabilidade;
·
Não-conformismo;
·
Hostilidade
e comportamento agressivo;
·
Lócus
de controle externo;
·
Impulsividade
e déficit de atenção;
·
Necessidade
de ser aceito pelos colegas.
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·
Baixas
expectativas parentais;
·
Atitudes
inconsistentes dos pais a respeito das realizações dos filhos;
·
Excessiva
pressão dos pais em relação ao desempenho acadêmico;
·
Conflitos
familiares;
·
Clima
familiar em que prevalece menor grau de apoio, segurança e compreensão das
necessidades da criança ou do jovem.
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FATORES DO SISTEMA EDUCACIONAL
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FATORES DA SOCIEDADE
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·
Ambiente
acadêmico pouco estimulante;
·
Métodos
de ensino centrados no professor;
·
Excesso
de exercícios repetitivos;
·
Baixa
expectativa do professor com relação ao desempenho do aluno;
·
Pressão
ao conformismo;
·
Procedimentos
docentes rígidos com padronização do conteúdo, aliado ao pressuposto de que
todos os alunos devem aprender no mesmo ritmo e da mesma forma.
|
·
Cultura
anti-intelectualista, que se traduz por uma pressão em relação aos alunos que
se dedicam e se sobressaem na área acadêmica – Os rótulos “nerd” ou “cdf”,
usados, muitas vezes, de maneira pejorativa, constituem-se formas de
discriminar negativamente esses alunos.
·
Maior
valorização da beleza física comparativamente à inteligência, especialmente
no gênero feminino, o que faz com que um largo contingente de alunas com
altas habilidades não expressem ou mesmo neguem suas habilidades superiores.
|
Essas são algumas razões
para que os pais, professores e demais responsáveis se empenhem em oferecer
condições para garantir o atendimento das necessidades especiais dos alunos com
altas habilidades/superdotação na escola e na sociedade.
Referências/fontes de
pesquisas:
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